domingo, 26 de fevereiro de 2012

Esta peça hilariante conta-nos a história de quatro homens
tentando resistir à crise da idade e que procuram desesperadamente um
apartamento para viverem.

Uma comédia cheia de “desordem” que leva as pessoas a rir sobre o que leva à
instabilidade na vida de um homem quando se vê sozinho.

“A Curva da Felicidade” pode ser vista pelo público a partir do dia 2 de
Março, de quinta-feira a sábado, às 21H30 e aos domingos, às 16H00.
Classificação etária: M / 12 anos

AUTORES: Eduardo Galàn e Pedro Gomez
DIRECÇÃO: Celso Cleto
TRADUÇÃO:Marta Mendonça
ELENCO: João de Carvalho; Luis Aleluia; Luis de Mascarenhas e Victor Espadinha
PRODUÇÃO: DRAMAX - Centro de
Artes Dramáticas de OeirasCO-PRODUÇÃO: Câmara Municipal de
Oeiras.

de quinta feira a sábado às 21H30 e aos domingos às 16H00

domingo, 5 de junho de 2011

Um engano qualquer um tem!...

A segunda "Revista à portuguesa" em que participei como actor profissional intitulava-se "Quem me acaba o resto!", foi levada à cena no teatro Maria Vitória. Tinha na altura 23 anos e ainda poucos anos de carreira profissional. Foram os empresários que me telefonaram a convidar fazer parte da Companhia. Depois de aceites todas as condições contratuais, pediu-me o favor de me deslocar ao teatro afim de conhecer pessoalmente o actor Henrique Santana que, para além de cabeça de cartaz a par da Dona Florbela Quiroz, era também um dos autores e o encenador do espectáculo.


Nas recomendações que me fizeram pediram-me que, assim que chegasse à entrada dos artistas, informasse o porteiro, o Sr. Deus, dos meus propósitos e que me encontrava ali a convite do Sr. Helder Costa.


Assim foi, no dia seguinte lá estava eu a cumprir o que que haviam pedido. Mas a minha natutal ansiedade, a pouca familariedade com os teatros do Parque Mayer aliada à grande expectativa daquela entrevista de trabalho, levaram-me a esquecer o nome da pessoa a quem eu tinha que me dirigir. Esqueci-me completamente se ele se chamava "Deus" ou se era "Jesus"!

Completamente em pânico, e achando que Jesus era um nome de familia mais comum, optei por este último.

E foi assim que, com grande determinação toquei à campainha da porta que não demorou muito a abrir. À minha frente apareceu então um sujeito, já com uma certa idade, que mais tarde vim a saber ser o contra-regra da Companhia, o sr. Libertino.

Foi num só fôlego que disparei:

- Você é que é o porteiro do teatro Maria Vitória?

- Não, respondeu-me ele, ainda mais curioso, estou aqui apenas a substítui-lo por breves instantes!

Relatei-lhe a minha conversa com o empresário e que o próprio me tinha dito que: assim que chegasse à porta, pedisse logo para falar com o senhor "Jesus".

O Libertino, notando o meu engano e, com o ar mais sério deste Mundo respondeu-me:

Pois é, só que o senhor Jesus não está cá!...

- Ai não?! Então e agora? Indaguei eu preocupado!

-Ah, mas não te preocupes, rapaz, Falas com o pai dele que foi ali à casa de banho fazer xixi e já não demora nada.








terça-feira, 11 de janeiro de 2011

UMA SOLIDÃO POVOADA

São tuas estas palavras... E minhas as lágrimas!

E ando a passear-me pelos dias. Aqui e ali na busca incessante de saber mais ainda da vida, das coisas, dos lugares e das pessoas. Procuro, vezes sem conta, e talvez nunca encontre o final para este meu bater de coração, amando todas as ruas e esquinas, aldeias e cidades do mundo, e as pessoas que eu olho com um misto de admiração, ternura e um termendo respeito; os povos oprimidos de palavras amordaçadas nos tempos que ainda correm; a liberdade que falta aos que continuam com fome de escrever e de dizer livremente o que pensam.

Não, não sãos os meus fantasmas que ocupam esta «solidão povoada», quando me encontro, naturalmente, no sossego da minha sala pejada de espelhos, repleta de livros mil, de autores nunca ignorados, ou da música da Callas, que me embriaga e me fascina. Povoo a tal solidão, sim. E percorro horiontes de luz porque encontro ou reencontro as faces de muita gente. Da Romy, da Laura, e da Ivone, da Mirene e do Gomes Ferreira, do Ary e da Alda Lara, do Cesário ou do Zeca, do Brell ou da Piaf. E de tantos outros que ficaram na memória.

E de ti, minha mãe, Deolinda de todo o meu amor, que perduras nesta forma simples mas gentil, ainda na busca do afecto e das razões, porque continuo irremedialvelmente só, e sempre, mas sempre, no meio da multidão..

Já nem sei gritar palavras porque me sinto amordaçado; porque sinto que estou a chegar ao fim...

«Aos que me amam de verdade peço: quando morrer quero ser cremado, as cinzas atiradas pelas ruas da Broadway, em Nova Iorque. E não me perguntem porquê



Castro, Carlos, 2007, SOLIDÃO POVOADA, "A minha solidão povoada", Lisboa, Publicações Dom Quixote
Capa: Ideias com peso

Até amanhã, Carlos. Um beijo, como sempre!
Luís Aleluia

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Lisboa precisa de poetas!

Sabemos que Lisboa é uma das cidades mais cantadas em todo o mundo, rivalizando com París, Nova Iorque e até mesmo com o Rio de Janeiro.
Mas está prestes a perder esse seu trono se nada for feito.
É que estão a desvanecer-se os traços de "menina e moça" que ainda lhe restam.
Já não "anda de lado em lado" e, embora ainda se veja um ou outro "craveiro numa água-furtada", já são poucos os que "passam por ela no Rossio".
Foi o destino que lhe mudou o fado.
E os poucos alfacinhas que ainda conserva são os que vão resistindo aos sinais dos tempos e continuam arreigados aos bairros populares onde nasceram.
Lisboa está a perder a identidade. A Baixa, outrora pombalina por ser de Pombal, é hoje, literalmente, um pombal entregue entregue à bicharada.
Os prédios estão vazios de gente e o comércio mudou-se para os grandes centro comerciais.
Pudesse, e o que mudava na cidade era a ordem das prioridades políticas do Município: em vez de apostar tanto em empresas que alugam aos automobilistas as bermas das ruas a retalho, investia primeiro na requalificação do parque habitacional, reprimia a especulação imobiliária e convidava os jovens a repovoar Lisboa.
A cidade precisa de pessoas!... Lisboa precisa de poetas.
Luís Aleluia. Publicado em: Jornal "Publico", encarte "Cidades", 31 de Outubro 2010

domingo, 24 de outubro de 2010

Um espectáculo a não perder!

Deus, se existes, quem És?
Senão se não existes, quem somos?!
É com estas interrogações filosóficas que termina a peça que, sob a direcção de Filipe Lá Féria, estreou no teatro Politeama.
É a um espectáculo a não perder! Primeiro porque é mais um dos "clássicos" da Broadway que temos entre nós e depois porque a magia do Lá Féria faz elevar toda uma equipa de actores, bailarinos, músicos e demais colaboradores ao grau mais exigente da actividade performativa.

Um violino no telhado é também música para todos aqueles que apreciam um bom espectáculo.
«...Como um violinista que se equilibra em cima de um telhado, irá esta maravilhosa equipa de actores, cantores, bailarinos, músicos, técnicos, produtores e criativos oferecer-vos duas horas de prazer e sensibilidade. Oiçam a doce e sentida melodia do violinista que, do nascer ao morrer do Sol, desvenda os mistérios do teatro, da vida e dos sonhos.» (Filipe Lá Féria, programa da peça)
veja mais sobre a peça

domingo, 17 de outubro de 2010

Vamos contar mentiras!

Uma divertida comédia de enganos que percorrerá o País nos próximos tempos. Aliado ao entretenimento está também o propósito dos produtores e de toda a equipa de prestar um sincero e pertinente tributo, infelizmente apenas a titulo póstumo, aos actores Amando Cortez e Raúl Solnado, referências inquestionáveis da nossa cultura e panorama Teatral.

"Vamos contar mentiras" é encenada por Isabel Damatta sobre uma versão actualizada do original de Alfonso Paso.

Octávio Matos, Marina Albuquerque, Luís Aleluia, Isabel Damatta, Paulo Oliveira, Rosete Caixinha e Diogo Cruz, fazem parte do elenco da peça.
Em tempo de crise!... Não se poupa no riso!